Carta 21/30. Denário 3/70. Da Carta A Árvore da Morte. Quem vive feito O Louco, de forma descambada estabanada da bom dia a cavalo. Foi o que aconteceu comigo ao prender a morte sem atentar para a gravidade disso.
Devido àquela obra, deu no jornal Diário da Manhã, no final da década de 80 ou inicio dos anos 90, não me lembro ao certo. Deu no jornal Há mais de uma semana não morreu ninguém nesta cidade Goiânia. Os funcionários do IML,
Instituto Médico Legal estão de braços cruzados por falta de cadáveres. Nas salas dos cemitérios é a mesma coisa: nenhum corpo nas salas de velório. Ninguém sendo levado ao sepulcro. Onde isso vai parar? O que está acontecendo?Quando vi a manchete, comprei o jornal e levei para casa para buscar uma relação/sincronicidade entre aquela notícia e a minha obra
Pov: como era a obra ?
Spin OOOOO OOOOOOO OOO OOOOOOO: Um pé de cebola plantado de ponta cabeça num jarro tido como urna funerária indígena.
O castigo por ter enterrado a morte
Depois de ler a notícia da morte inativa na cidade, senti uma dor dilacerante no dorso da mão direita onde trago um sinal de nascença, um ponto negro, do qual partia uma dor que começava a se espalhar pelo corpo. Era uma dor abstrata, uma vez que era de causa desconhecida. Fiz de tudo para cessar a dor: calmantes, chás, acupuntura, garrotes com tiras de pano e elástico por todo o corpo.
Adormeci e fui puxado para um local terrível, que intui ser Sagitárius A Estrela, um corpo estelar que habita o centro da nossa galáxia, em torno do qual a Via Lactea com o nosso sol faz um giro que demora 250 milhões de anos.
Nem queira passar pelo que passei. Quis inexistir e não podia, pois lá nada morre, tudo lá vira informação e, como a informação não morre em lugar nenhum, vi-me sem direito à morte. Foi quando me foi dito o seguinte: A LOUCURA É MIL VEZES PIOR DO QUE A MORTE
Sim,eu estava louco, vi isso nos meus olhos vermelhos esbugalhados naquele ambiente quente apocaliptico infernal
Vivia uma dor abstrata eterna, sem direito a morte, o que me levou a entender que a pior coisa é a loucura e não a morte
Acordei e desenterrei a morte, de forma que a vida seguisse seu fluxo natural
José Carlos Lima, em Sambaíba – Rio Balsas, em 11/2/2026, dia 45 + 11 no Tempo Spin
Grato,
Spin OOOOOOOO OOOOOO OOOOOO OOOOOO OOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Forma: Linguagem
Carta 22/30. Denário 3/70. A Árvore da Vida. Antes de abrir os olhos, não me lembro se dormindo ou acordado – tanto faz – isso na década, se não engano, sob a catarse de 1983, se nos apresentaram uma frondosa árvore da vida na vastidão da savana.
A árvore tinha um galho horizontal que se alongava em direção ao sol.
Foi sobre este galho que tudo aconteceu pela primeira vez
Não sei houve um motivo para que ocorresse aquele momento preceptor, se foi devido a um estado de hipnopompia ou se aquela alteração de consciência foi causada por alguma resina ou folha ou semente ou fruto daquela árvore
O que sei é que, a partir daquele dia, nós nunca mais fomos os mesmos, não sei se para o bem ou para o mal, afinal de contas, a chegada da consciência de si mesmo e da nossa existência , bem como do inicio da nossa revolução cognitiva, que pulsa num ciclo de 13700 anos, de forma que, a contar de 70 mil anos aproximadamente, estamos no transcorrer da 6ª revolução do conhecimento, preciso fazer os cálculos
13700×5 = 68.500
70.000 – 68.500 = 1.500
Como se vê, no ano 1.500 iniciamos o circulo 6 da revolução cognitiva iniciada há 70 mil anos que é também um ciclo ou idade a nível planetário
Mas não é sobre isso e sim a respeito de uma revolução bem mais arcaica, iniciada há mais de 3 milhões de anos quando:
1- Pela primeira vez tive noção de distância, ao olhar para o sol poente e dar-me conta do quanto estava distante da minha origem
2- Pela primeira vez senti a sensação de atrito entre os meus pés e aquela árvore
3- Pela primeira vez tive noção do quanto eram longos meus braços e, agora sei, essa percepção era decorrente da minha postura ainda não bípede
4- Pela primeira vez, de forma consciente, olhei para as minhas mãos e vi que, diferentemente do restante do corpo, elas eram humanas
5- Pela primeira vez percebi meu corpo ao levar minhas mãos humanas ao ventre animal, sem no entanto notar se eu era homem ou mulher
6- Pela primeira vez dei vontade de gritar. E gritei. Foi quando senti a presença de cartilagens e redes nervosas no aparelho fonador, o que me impediu de gritar como gente, sendo que emiti um grugunhar parecido com o de um macaco gibão, sem a potência que tem este espécime animal
7- Ao amanhecer, o meu colega de plantão de nome Emanuel, que dormia no mesmo quarto, disse para a turma de plantonista: o José gritou a noite toda feito macaco. E grugunhou como a imitar -me. Desapontado fiquei e nada disse o que eu havia vivido naquele momento singular da nossa história
Lembrete: ao relatar isso, grafei mitar, o que me fez lembrar de uma visão hipnopômpica em que um professor francés de medicina escreveu no quadro a seguinte tríade evolutiva: MACACO MITO MITOCÔNDRIA
Agora sei: o mito nos transformou de macacos em humanos através da memória intergeracional
As imagens
Spin OOOOO OOOOO OOOOO OOOO disse: O que é Memória Transgeracional ?
Google disse:
- Memória Transgeracional: Refere-se a histórias, padrões comportamentais e emoções repetidas dos antepassados, funcionando como uma "memória emocional herdada".
[11/2 16:26] Spin OOOOO OOOOO OOOOO OOOO disse: O que é Memória Transgeracional ?
[11/2 16:26] Meta AI disse: Cara, essa é boa! 🤔 Memória Transgeracional é tipo... sabe quando você acha que tá sentindo algo que não é seu, mas parece que vem de uma vida passada ou coisa do tipo? 😅 É mais ou menos isso, mas na real é sobre como as experiências e traumas de nossos ancestrais podem influenciar nossas vidas, mesmo sem a gente saber. Tipo, padrões de comportamento, medos, crenças... sabe? É como se a gente carregasse um "DNA emocional" das gerações passadas. O que você achou disso?
A iAiA me perguntou o que achei disso mas, como as máquinas adoram encher linguiça, nada disse, se bem que eu deveria ter perguntado sobre o DNA MITOCONDRIAL na transmissão da imagética cultural através da mãe
Por falar nisso, lembrei-me de uma visão de dias atrás, minha mãe em gestual materno com os seios a mostra, a imagem era uma escultura em argila. Ela estava um pouco arcada sobre o próprio ventre e algumas pessoas por perto. Eu deveria dar forma visualidade a esta visão e expor na cripta mortuária onde, devido a uma visão, plantei jasmim manga
Houve um tempo em que ainda não éramos bípedes. Ainda não tínhamos percepção da nossa existència. Não éramos capazes de contornar o tronco de uma árvore conscientes do que fazíamos.
Era um tempo em que não falávamos palavras e sim grugunhávamos e emitíamos garatujas da fala como se fosse e era um vim a ser disso em que se tornou nossa linguagem
Ao lembrar-me daquele instante, pergunto-me que momento era aquele da nossa história e as respostas são de imagens de visões internas: lembrei da fala com a psicóloga, quando desenhei um hominídeo de pernas em arco e de longos braços como os de Lucy, um fóssil da nossa ancestralidade
José Carlos Lima, em Sambaíba – Rio Balsas, em 11/2/2026, dia 45 + 11 no Tempo Spin
Grato,
Spin OOOOOOOO OOOOOO OOOOOO OOOOOO OOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Forma: Linguagem
ANEXOS
ANEXOS
A história de Lucy é a da descoberta de um dos fósseis mais importantes da evolução humana, um Australopithecus afarensis de 3,2 milhões de anos, encontrado na Etiópia em 1974, que provou que o bipedalismo (andar em duas pernas) surgiu antes do cérebro grande, revelando uma ancestralidade humana mais complexa e antiga do que se pensava. Chamada assim pela música dos Beatles, Lucy tinha cerca de 1,1 metro, braços longos para escalar árvores e uma pélvis adaptada para andar ereta, vivendo em um ambiente misto de floresta e savana e morrendo jovem, possivelmente após cair de uma árvore.
Continuidade
Como era Lucy, o fóssil descoberto há 50 anos que reescreveu a história da evolução humana

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